Ontem [12/01/2011] foi anunciado pela Google o fim do suporte ao codec H.264 em novas versões do seu browser Chrome. Apostando no projecto WebM procura assim trazer para o HTML a standardização de um codec open source e, acima de tudo, sem custos associados.
Onde está o problema
À primeira vista, em lado nenhum. Faz todo o sentido apostar numa tecnologia aberta ao invés de usar um codec fechado (e pago) como standard nas especificações do ainda menino HTML5.
No projecto WebM estão envolvidos todos os big players da web como a Mozilla, Opera, Google Chrome, Adobe, entre outros. Mas sim, está a faltar aqui um nome.
E esse nome é Apple.
O problema é que o codec de eleição do Safari é exactamente o H.264 e a Apple não quer prescindir disso, mais uma vez alheando-se de toda a industria e, de certa forma, contradizendo-se com o que disse na “guerra” Flash/Apple. Se por um lado criticam o uso de Flash por ser uma plataforma fechada (o que por certo não é verdade – existem inúmeros projectos open source), por outro tentam impor um codec de vídeo esse sim fechado e caro. Muito caro, como podem ver aqui e aqui.
O porquê de ser prematuro
Só quem já desenvolveu algo em video html5 sabe como é trabalhoso chegar a uma conclusão que preencha todas as possibilidades. Para além de termos de exportar o vídeo para 3 formatos diferentes, há a questão da compatibilidade com browsers mais antigos, como o Internet Explorer 7 e 8.
Na Active Media terminámos recentemente um projecto que envolve vídeo html5. Quisemos construir uma solução que fosse “à prova de bala”, o que digamos que não foi uma situação fácil… (Assim que o projecto estiver disponível online, publicarei a solução encontrada).
Isto tudo para dizer que o público geral ainda não está preparado para receber o video html5. O Internet Explorer ainda está presente em muitos computadores pessoais e, pasme-se, é necessário recorrer ao Flash para uma verdadeira solução cross browser.
Conclusão
Dependendo do target, a Active Media está a dar o seu contributo para que o HTML5 seja implementado o mais rapidamente possível. Nos projectos mais recentes temos usado sempre tags de HTML5 e explorámos possibilidades novas, como o projecto acima mencionado.
Mas como empresa de New Media temos de saber qual a melhor ferramenta para o trabalho e não sermos “cegos” defensores de algo só porque sim. E, goste-se ou não, o Flash é neste momento a ferramenta mais eficaz e fácil de trabalhar para distribuirmos conteúdo de vídeo na internet.






